CULTURA DA PAZ

Escravos pescadores resgatados na Birmânia

Escravos pescadores resgatados na Birmânia

Pensar numa cultura de paz em um mundo em conflito exige profunda jornada de honestas reflexões. A paz, para ser vivida, precisa ser pensada. A paz, para ser uma realidade, precisa ser sonhada. A paz, para ser verdadeira, precisa ser um bem compartilhado. Para isso, algumas referências que nos abrem o caminho para pensar a urgência de uma cultura da paz em situações locais e globais que forjam o preconceito, a indiferença, a discriminação e a negação do outro.

Na Carta da Terra (n° 16) há uma bela definição: “a paz é a plenitude que resulta das relações corretas consigo mesmo, com outras pessoas, outras culturas, outras vidas, com a terra e com o grande todo do qual somos parte”. Em 2001, no lançamento do Ano Internacional da Paz, o então secretario da ONU Kofi Annan dizia: “a verdadeira paz é muito mais do que ausência de guerra. É um fenômeno que envolve desenvolvimento econômico e justiça social; supõe a salvaguarda do ambiente global e o decréscimo da corrida armamentista; significa democracia, diversidade e dignidade; respeito pelos direitos humanos e pelo estado de direito; e mais, e muito mais”.

 A paz não nasce por ela mesma, ela é fruto de valores, comportamentos e relações que devem existir previamente. A paz é um bem tão ansiado nos tempos atuais porque há uma cultura dominante que se estrutura em vista de opções que são contrárias à paz. Onde há concentração de poder, patrocínio de conflitos sociais, violência contra a natureza, comercialização de tudo e de todos, a paz torna-se um artigo sem necessidade e não uma prioridade.

Superar empecilhos, buscar a paz, sempre 

Pacifismo sem limites: em lugares com situações de extrema violência, agressões e guerras, surgiram pessoas e grupos que optaram pela paz sem limites. Preferiram deixar-se matar a agredir, e mesmo a defender-se: São Francisco, o médico e humanista Albert Schweitzer, o escritor russo Leon Tólstoi e o Marechal Rondon, grande pacificador dos indígenas brasileiros cujo lema era “antes morrer que matar”. Estes podem ser tidos como radicais pacifistas, renunciaram a todo tipo de agressão a qualquer ser.

Pacifismo Ativo: é a recusa extrema de usar o poder militar e a guerra, ou outro tipo de força negativa para solucionar os problemas. Esta maneira de agir é também chamada de “não-violência”, como praticada por Gandhi. O pacifismo ativo não é uma tática ou uma estratégia, mas sim uma convicção de que a verdade tem força e irradiação própria, capaz de se impor por si mesma. Napoleão Bonaparte dizia: “no mundo há duas forças, a da espada e a do espírito; a força do espírito acabará vencendo a força da espada”.

Pacifismo revolucionário: busca a causa de toda forma de violência. Objetiva-se a encontrar as conexões ocultas que levam pessoas, lideranças, grupos e nações a optar pela violência para alcançar seus interesses. Autodenomina-se revolucionáro não por pretender usar meios violentos, mas por buscar saber as razões geradoras de violência. Utiliza-se dos meios políticos, das articulações dos movimentos sociais, da mobilização das religiões e igrejas, e do envolvimento com grupos em práticas alternativas que ocupam-se com a geração de uma cultura de paz. Chico Mendes foi um adepto deste pacifismo, organizando com os povos da floresta para fazer frente aos avanços dos desmatamentos amazônicos e à exploração dos índios e seringueiros.

Você é um agente da cultura da paz? Questione-se um pouco:

  • Dou espaço para o diálogo?
  • Busco compreender a posição do outro?
  • Estou aberto a identificar os pontos em comum com os outros?
  • Estou disposto à concórdia e ao perdão?
  • As campanhas para a não violência (violência infantil, contra a mulher, trabalho escravo…e outras) te sensibilizam?
  • Em suas redes sociais, suas publicações e compartilhamentos incita à paz ou à violência?
  • Qual foi a sua ultima atitude em vista de uma cultura da paz?

Pe. Ederson Iarochevski

BEM AVENTURADOS…

Bem Aventurados os hospitaleiros porque, mesmo sem saber, podem estar hospedando o próprio Deus e seus mensageiros.

Bem aventurados quem convive em paz com o diferente porque está sendo enriquecido em humanidade.

Bem aventurados os quem mostrarem tolerância com os diferentes, pois seu coração bate no ritmo do coração de Deus que tolera a todos, bons e maus, justos e injustos.

Bem aventurados os que se sentam à mesma mesa para cear, porque estes viverão a alegria da comunhão no pão e na paz.

Bem aventurados os que promovem a paz, se querem bem, desarmam os espíritos exaltados, cultivam o respeito uns aos outros. Estes serão os primeiros cidadãos do novo céu e da nova terra.

Bem aventurados os que buscam amar sempre, estes serão envolvidos pelo amor eternamente.

 

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