O SENTIDO DA VIDA

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Realizar-se na vida é o que lembra diariamente nossa consciência. Dar-se conta que somos convocados a dar certo em nossa peregrinação terrestre é a grande arma para que não sejamos engolidos pelas armadilhas mesquinhas que as diversas realidades confeccionadas por ditadores ideológicos e construtores de fantasias põem à nossa frente.

Há três dimensões com que se pode medir um homem pelo outro: a inteligência, a coragem, o amor ao próximo. Mas, há uma dimensão que só pertence a Deus medir: a fidelidade ao sentida da existência, à missão do ser humano sobre esta terra.

Por mais que em nosso tempo sejamos “educados” para buscar sempre o primeiro lugar, o pódio, ultrapassar todos os limites, sabido é que também somos educados pelas “perdas” que temos em nossa caminhada existencial. Perder uma oportunidade, perder aquele grupo de amigos, perder o lugar onde se viveu a infância, perder uma pessoa querida, perder o desejo de realizar os projetos e sonhos que há tempo vinham sendo alimentados…

Há pessoas que, depois de uma perda significativa, voltam-se para a vida rancorosas e amargas. Não admitem a dor de perder e se enclausuram na triste vida fundamentada na negação do existir. Mas, há pessoas desenvolvem a mais bela mensagem de esperança que a alma pode expressar, e são verdadeiras fontes de coragem, beleza, amor, fé perante a vida.

Para superar o “desespero” das perdas inevitáveis, é importante a confluência de uma decisão pessoal e dos fatos em torno. Pessoalmente, diante da perda é necessário manter-se firmemente determinado a conservar a integridade da alma, e assim não deixar que o espírito seja engolido por aquilo que parte. Nos fatos em torno busca-se conservar o autodomínio e a sanidade, resguardar, mesmo diante de uma perda significativa, o forte senso do dever, da missão, da obrigação.

Para passar por cima das misérias que o momento da perda crava em nós, alimentamo-nos da fé. Não uma fé racional, apenas como um pensamento positivo, mas uma fé que é dada por Deus, uma graça que nos faz volver para um futuro de eternidade, uma esperança que não decepciona, um sentido que ultrapassa as barreiras do Kronos-tempo, e pertence ao Kairós-hora da graça. Fé que nos desinstala da comodidade que nos faz íntimos das amarguras, e qualifica nossos dias, dá significado a nossas orações, valoriza as pessoas e oportunidades que a vida nos dá, amar a Deus.

Descobrimos que uma causa política, social e cultural pode ser o caminho do encontro deste sentido que pulsa em nós. Também pode ser uma pessoa, objeto de amor e cuidados, um encontro ou reencontro com alguém que em nós encontra o amor, em que nós encontramos o sentido da vida neste encontro salutar. Um amor que nos torna maior que nós mesmos.

O sentido da vida é o que alimenta a alma dos homens para sua realização plena. Este sentido não é uma esperança inventada, não é a mente que modela tal sentido, mas é o sentido que modela a mente. Este sentido faz parte do nosso ser, é ontológico, e não apenas uma criação cultural. O sentido da vida simplesmente existe, basta que o procuremos para encontrá-lo.

Pe. Ederson Iarochevski

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