DISCÍPULOS DE EMAÚS

Discípulos de Emaús - Maddalena Franguilli

Discípulos de Emaús – Maddalena Franguilli

Os discípulos de Emaús, mergulhados em tristeza profunda pela perda do Mestre, voltam para sua terra, para casa. Desanimados, “sem alma”. A alegria que lhes motivava tinha sido pregada na cruz e fechada em um sepulcro. O que restava a fazer? Se trancafiar no passado e esquecer os sonhos de um futuro de esperança.

Como recomeçar? Em que e em quem depositar a fé? A esperança ainda reside no mundo e nos corações?

Os dois discípulos dão marcha-ré na vida e, diante do peregrino que a eles se junta, revelam a dor que vela a esperança. Nada mais chama a atenção. Eles queriam ver o Ressuscitado do lado de fora, e esqueceram que a ressurreição se plenifica do lado de dentro. Não há Ressuscitado em coração que decide viver como se já estivesse morto. Uma pessoa fechada em si mesma, por mais que se relacione, não irá experimentar a graça que há na ressurreição. Quanto mais a pessoa se dá, mais sementes de ressurreição nela germinam.

Os discípulos de Emaús não reconheceram o Senhor nas Palavras proferidas pelo caminho. O Senhor lhes oferecia tudo, e eles continuavam fechados diante de Deus. Mas, o milagre da mudança de vida, de visão, a conversão acontece quando eles decidem pela reciprocidade com aquele que era o seu Senhor, ainda não reconhecido.

O momento especial daquele entardecer para aqueles dois discípulos foi o convite que fizeram ao peregrino que se juntasse a eles, o convite para partilhar o pão, o convite para que permanecesse com eles, pois o dia já findava. Foi este gesto de extrema hospitalidade que dispôs seu coração a reconhecê-lo. É a graça da partilha que faz com que eles reconheçam o Senhor ressuscitado.

Deveríamos, como discípulos e missionários dos tempos modernos, esforçar-nos para partir o pão, isto é, partilhar a alegria, dar nossa atenção e nosso perdão. Se depois nos acontece de encontrar um irmão que realmente passa necessidade, e não são poucos em nossas realidades, sentimos o dever cristão de partilhar.

Jesus escolheu ficar conosco até o fim do mundo e torna-se conhecido por nós em três “lugares” especiais: em sua palavra, ao partir o pão e nos irmãos. Experimentemos a graça do Cristo ressuscitado nestes lugares de ressurreição.

Padre Ederson Iarochevski

 

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