Archive for dezembro \24\UTC 2012

O NOVO É BOM PORQUE O VELHO É IMPORTANTE

24 de dezembro de 2012

novo-e-bom-velho-e-importante1

Não há novidades futuras sem o devido reconhecimento de tudo o que já passou. Antes do futuro nos visitar, o passado já nos marcou. O encontro com o que há de vir, inevitavelmente, precisa considerar o que já chegou a nós e está selado em nosso interior.

Esperar pelo novo amanhã, pelo ano novo é algo que nos move, sem dúvida, mas é necessário rememorar o que nos marcou durante toda a passagem do ano que se finda. Projetamos um novo ano, vida nova, novos jeitos, hábitos, comportamentos, sentimentos, mas, se não houver uma avaliação sincera da maneira como nos portamos no ano vivenciado podemos cair em nossa própria armadilha.

Como vamos mudar nossos comportamentos se não avaliamos nossa postura? Que sentimentos teremos se não há uma profunda avaliação em nossa maneira de ser para o outro? Que oportunidades vamos abraçar no futuro se não valorizamos nada do que veio até nós nos últimos tempos? Que relações sadias teremos se mergulhamos no egoísmo mais refinado e isolamo-nos na maior parte do tempo?

Para construir um futuro certo é preciso garantir as certezas do passado. Não há motivos para querer ocultar, ou envergonhar-se pelos diversos acontecimentos que nos marcaram, ao passar de mais um ano. Eles devem ser aceitos, valendo-se de que fazem parte de nós, sejam eles acontecimentos bons, ou que não foram de acordo com aquilo que desejávamos.

Não tenha medo de ousar, reinventar-se, dar-se em novas oportunidades, valorizar o que ainda não recebeu real valor, amar sem segredos e desconfianças. Seja a pessoa que tanto deseja ser, ponha energia em suas atitudes para garantir-se os sonhos que almeja realizar, faça acontecer o novo em sua vida, realize o que ainda não teve coragem de fazer, mas tenha a consciência que não chegou vazio a este tempo de vida. Você é resultado de muitas escolhas, relacionamentos, oportunidades, amores, palavras, ações… tem uma  bagagem “pesada”. Portanto, já pode definir com maior clareza o que lhe agrega valor nessa vida, e o que não. Seja uma novidade para o mundo no novo ano, mas não desmereça o velho que passou, porque é sabido que pelo reconhecimento do “velho” o novo sempre ficará mais novo.

Ederson Iarochevski

Anúncios

EIS O NATAL

1 de dezembro de 2012

natividade-m-i-rupnik-lenno

Precisamos nos “tornar” uma manjedoura para que o verdadeiro Natal aconteça em nós. É visível o esgotamento físico, mental e, principalmente, emocional das pessoas nesta época do ano. Este tempo não tinha por objetivo nos fatigar, mas sim nos esperançar. No entanto, somos afrontados inteiramente pela lógica do mercado que comanda tudo, e esquecemos do real significado do Natal. Em vez de nos encantarmos com o nascimento do Menino-Deus, vivemos sob a pressão do velhinho com barbas que insiste em querer dar-nos presentes e nos encher com tantas caixas e pacotes que, no dia do Nata,l não conseguimos nem estender a mão, muito menos sair de nossas casas, pois o peso que carregamos é maior que a leveza que desejamos possuir.

Somos convencidos a gastar o que não temos, adquirir o que não precisamos e crer naquilo que não sacia nossa fome de solidariedade, paz, amor, justiça e alegria sincera. Perdemos o encanto pelas celebrações natalinas, justamente por somos orientados a ver e seduzidos a querer o que não nos garante um princípio-esperança de vida, e apenas contraímos dívidas e já nos comprometemos para um Ano novo repleto de gastos e cansaços.

Fazer-nos manjedoura é deixar de ser depósito de bugigangas. A manjedoura é simples por essência, não é pretensiosa, é o que é. É sua simplicidade que a torna berço da maior riqueza que a humanidade pode testemunhar. A Palavra que se fez Carne (Jo 1,14) é nela que o eterno se fez no tempo.  O maior presente encontrou refúgio no lugar mais simples. O Menino-Deus, em uma simples manjedoura, tornou-se o mais belo presente.

Ser manjedoura é ser tomado pelo espírito da simplicidade que transborda em alegria. Não estagnar nas coisas empacotadas, mas se abrir à verdadeira realidade do Natal: receber o Menino Jesus em nossa vida. Receber Jesus é dar espaço para que o próprio Deus manifeste sua graça em nossas vidas. É fortalecer os laços que nos fazem mais irmãos e irmãs, garantir esperança para os dias que hão de chegar, olhar para si mesmo e crer que você é a “chance de um mundo melhor”.

Prepare-se para ser manjedoura. Receba o verdadeiro presente. Seja um sinal de esperança neste Natal que se aproxima.

Diácono Éderson


%d blogueiros gostam disto: