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AS GRAÇAS DO MEU CÉU

9 de setembro de 2012

Emaús – J Brooks Gerloff (1992)

Previsão do tempo – Previsão da alma

Põe-se o céu sobre mim. Não ponto de partida, nem de chegada. Todo inteiro sobre o meu ser. Céu, Infinita Beleza que me envolve completamente.

Não me sinto pequeno ou abaixo dele, mas me é protegido o direito de estar em seu centro.

Tal como a criança é gestada no útero de sua mãe, assim também, ao estar no centro deste céu, por dádiva vou nascendo e renascendo.

O céu que está sobre mim descubro adentrando em meu ser.

É obra do Criador que pertence à criatura, pertença garantida pela bondade divina.

A beleza que está sobre mim, reconheço-a aqui, pertinho, aqui dentro em minh’alma.

Ora, sou céu limpo, claro, horizontes bem definidos, lindo.

 Mas, também sou céu nublado, fechado, instável, sujeito a tempestades.

Acolho as belezas do meu céu e com elas confecciono a grandeza do meu ser. Reconheço os “maus tempos” que surgem, previstos ou não, e com eles me refaço.

Sou carregado pelo céu lá de cima, mas, aqui embaixo carrego um dentro de mim.

O que está sobre mim é obra do Criador, presente divino para a contemplação humana.

O que carrego dentro de mim é de minha responsabilidade, obra humana contemplada por Deus.

A obra de Deus é perfeita e a humana, não. O que de Deus é, é estável, duradouro, eterno. O que é do humano é instável, perecível, temporal.

 No meu céu as previsões são imprevistas. Podem ser, mas também não.

Por ora, desejo que meu céu esteja belo para garantir que as estações da vida, naturalmente, aconteçam. Se ele não estiver acordado, porém, que eu possa, com meus sonhos, guardar dentro em mim o que de mais perfeito ele já me revelou a fim de que, quando estiver na beleza que lhe é própria, eu possa contemplar…

Ederson Iarochevski

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