SER RESILIENTE

Flores – de Giuseppe Cordiano

Dentro de nós, somos portadores de recursos fantásticos: basta apenas descobrir, cuidar e potencializá-los. Há pessoas que, ao passarem por experiências adversas ou mudanças traumáticas na vida, conseguiram superar-se, fazendo com que a situação limite as tornasse mais forte do que antes.

Essas pessoas demonstraram serem portadoras de um alto nível de “resiliência”. Resiliência provém do latim, do verbo resilire, que significa “saltar para trás”, ou “voltar ao estado anterior” (como o elástico repuxado). O termo é usado pela física e pela engenharia e, recentemente, pela psicologia e também por outras áreas como pedagogia e sociologia; se define como a capacidade de a pessoa ser flexível, invulnerável, desenvolvendo em si a possibilidade de enfrentamento, adaptação e superação. A “resiliência” é, para a psicologia, um conjunto de processos sociais e intrapsíquicos que possibilitam às pessoas manifestarem o máximo de inteligência, saúde e competência em contextos complexos, adversos e sob pressão.

Assim, somos resilientes quando nos tornamos capazes de ir além da capacidade de superação. Há um empoderamento pessoal concreto diante da situação adversa. Se, por um lado, estamos sempre nos protegendo de tudo aquilo que tenta nos destruir, por outro, desejamos construir, criar uma vida digna, por mais que as situações adversas estejam sempre nos acompanhando.

Ser resiliente não significa que a pessoa não é ferida pela vida (existe alguém que não o seja?), mas sim, que esta pessoa desenvolve uma alta sensibilidade em relação a tudo aquilo que a cerca. Desenvolver recursos interiores para amenizar dores e sofrimentos, e até mesmo curar e cicatrizar as feridas, são características da pessoa que desenvolve a resiliência. Apesar de tudo, é possível viver dignamente. Dar a volta por cima e testemunhar com alegria a vitória é uma possibilidade para todos nós. Para que isso aconteça, a postura a ser assumida diante de uma situação de dificuldade não é a de vítima, mas, a de protagonista. O resiliente garante a vitória tendo uma postura segura diante dos problemas.  Não é o problema que o administra, mas ele quem administra o problema.

Somos sempre convocados a viver uma vida digna. Viver de maneira que tenhamos uma bela história para contar é o nosso desejo profundo. Para isso, precisamos desenvolver em nós a capacidade de enfrentar a vida com flexibilidade, equilíbrio e, principalmente, alegria serena e verdadeira. Ser resiliente não é se apresentar como o super-homem, mas é viver de tal forma que sua maior força esteja na sua capacidade de superar-se diante das situações limites do cotidiano.

Ederson Iarochevski

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