É A FÉ QUE NOS CONDUZ

A porta da fé está sempre aberta para nós. Quando nos deixamos moldar pela Palavra divina adentramos na comunhão com Deus. Viver em comunhão com Deus não se reduz a alguns momentos do nosso cotidiano, mas perdura em toda a vida. Deus não quer nos receber em pedaços, ele nos quer inteiros, o tempo todo. Se descobrirmos o caminho da fé, viveremos a alegria e o entusiasmo de termos, verdadeiramente, nos encontrado com a pessoa de  Cristo.

Não podemos, ao longo de nossa vida, aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida. Se faz urgente que possamos nos colocar a caminho.  Somos chamados viver a experiência da samaritana junto ao poço para que, ao ouvir Jesus, possamos crer nele e beber na sua fonte, que jorra água viva. É preciso estar atento ao que Jesus nos pede: “Trabalhai, não pelo alimento que desaparece, mas pelo alimento que perdura e dá a vida eterna” (Jo 6,27).

Como peregrinos que somos neste mundo, sabemos das cruzes que temos que carregar. Nos identificamos com o Cristo. A dor de Cristo também é nossa dor. E é verdade que nossas dores, nossos sofrimentos completam, na cruz, o sofrimento de Cristo. A solidariedade é recíproca. Deus sofre com o sofrimento dos seus filhos e sempre acolherá as dores daqueles que padecem e as transformará em bênçãos vivificadoras.

Mas, nossa fé não fica paralisada na crucifixão, ela é conduzida à ressurreição. Vejamos a cruz em seus dois lados: de um lado, Cristo crucificado, mas, de outro, o mesmo Cristo ressuscitado. Ao olhar para a cruz se percebe que ela se realiza na forma de um ser humano de braços abertos. A cruz é a imagem para a união dos opostos e, justamente assim, uma imagem para o ser humano que, dentro de si, não é uniforme, inequívoco e coerente, mas cheio de contradições, porque reúne dentro de si espírito e matéria, anjo e animal, ser humano e Deus. Somente quando aceita a estrutura da cruz o ser humano torna-se inteiramente ele mesmo. Aceitar carregar a cruz é aceitar-se filho de Deus. Nossa força vem daquilo que acreditamos.

Pelo caminho da fé vamos descobrindo o amor com que Deus nos ama. A fé nos torna fecundos e profundos. É a fé que alarga nosso coração e permite que possamos oferecer ao mundo um testemunho capaz de gerar vida, e vida feliz. Uma vida toda transformada porque a nossa fé atuará pelo amor (Gl 5,6), pois a fé nos coloca na presença do Senhor. A fé não é produtora de solitários, mas de pessoas que, ao se encontrarem com o Senhor, descobrem que todas as pessoas e todas as situações vividas estão marcadas, de alguma maneira, por Deus. A fé nos faz olhar para a vida sempre com um olhar novo. A fé não sobrevive a partir de velharias, mas da eterna novidade que Deus apresenta aos seus filhos e filhas: a salvação. Que a fé possa nos tornar sinal vivo da presença do Ressuscitado na vida do mundo.

Ederson Iarochevski

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