Archive for fevereiro \25\UTC 2010

CANÇÃO AO AMIGO DISTANTE

25 de fevereiro de 2010

Saudade - presença de uma ausência

Não poderei evitar a dor, quando você for embora.
Mas, por favor, não olhe pra trás: é apenas um amigo que chora.
Chora feliz porque sabe: tem a melhor herança.
Lembrar momentos em que fomos adultos,
E outros, em que fomos tão criança.

Voa, pensamento, me leva até o amigo meu,
Vou brincar com você  até tarde, no infinito,
Você é presente de Deus.

Lembremos somente daquilo que um dia a memória amou.
Então vá e fique tranqüilo, você é meu motivo de amor.
Com você estarei sempre, e você  comigo sempre estará.
Se a distância separar a gente, então,
Meu pensamento irá lhe buscar.

A saudade existe, amigo, para quem descobriu o amor.
Todo jeito de amar vale a pena, foi isso que você me ensinou.
Hoje sei: Bendita é a vida pelo belo presente que me ofertou
Sua “presença – presente” verdade e cumplicidade
Me fez tão humano, que a um céu de amor me conduz.

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VIAGEM NO MUNDO DO PLANETA Nº. 141

25 de fevereiro de 2010

A Cidade - Wols - 1946-47

O Planeta tem nome: carro nº 141. População: 91 habitantes, divididos em 45 sentados e 46 em pé. Não é ecologicamente correto, ou melhor, seus habitantes é que decidem não ser. Em alguns espaços, quando alguém sai, deixa sempre algo para trás. As imagens impressionam: garrafas de água, embalagens de variadas guloseimas e, quando não é propriamente material, faz apenas algumas rasuras nas costas do espaço que está à frente para, simplesmente, eternizar sua imagem ou pensamento – muitos crêem ser artistas com tal atitude – neste Planeta. Não é esse o comportamento de todos no Planeta nº 141, pois há atitudes dignas de louvor. Muitos oferecem seu espaço para alguém de idade avançada e necessita de ajuda para seguir viagem; outros conservam o que têm em suas mãos, e nada jogam ao chão, atitudes educadas que fazem nascer beleza e alimenta a esperança de que o feio nunca tomará o lugar do belo: “pequenas atitudes que mudam o mundo”.

Os espaços são pequeninos, no máximo 2 pessoas por terreno. Não existe vizinhança que viva tão perto. Quando há afinidade, a convivência é boa, quando não há, uma cara de quem está “suportando a situação”. Vale lembrar que, para muitos, independendo do que aconteça, tudo é motivo tristeza, estão vestidos com a capa do desgosto pela vida. É bem verdade: quem não olhar com amor nunca saberá alegrar-se pelo amor que floresce à sua frente, até mesmo a seu lado. Como canta a bela canção, “o amor pode estar do seu lado”.

A população nada tem de homogênea, diversidade pura. É incrível, aí está a beleza que Deus nos reservou. Não quer nada igual. Deus não é fabricante de produtos em série, ele é o Criador que deposita todo o amor em cada criatura. Tudo tem seu sentido, nada existe por acaso. Somos e seremos o que ainda não somos, porque fomos amados por Aquele Que É.

Neste Planeta No. 141 há pessoas que estão apenas por trabalho. Se os afastarem de sua atividade remunerada, vão desaparecer deste Planeta. Uns estão nervosos, pois não gostam de chegar atrasados e, sentados, batendo nervosamente o pé, esperam. Outros, angustiados porque ainda não receberam a chance de mostrar suas potencialidades e outros, apenas curtindo a passagem neste Planeta pequeno, para eles o bom da vida é passear.

A vida é desfiada no Planeta No. 141

Por toda a viagem no Nº 141há pessoas que reclamam de suas dores e decepções, fazendo adoecer quem está perto delas. Há aqueles que segredam suas maiores alegrias, e são tão espontâneos que o Planeta inteiro escuta, é uma alegria do “tamanho do mundo”. Tem gente que odeia a alegria dos outros e a esnoba. Existem aqueles que têm na ponta da língua discursos políticos revolucionários e, como se estivessem numa convenção partidária, tentam convencer quem está perto  que a “verdade” esta sendo apresentada naquele momento (são os revolucionários de fim de semana). Os críticos eternos estão presentes também, para eles nada serve, tudo está ruim: o preço que lhes foi imposto para a viagem, a ventilação abafada, quem movimenta o Planeta não tem muito senso de direção, ninguém sabe se comportar, tudo é falta de respeito, nada mais é como antigamente. Seria urgentemente necessário outro planeta para se viver melhor.

No entanto, em meio a tantas vozes e histórias diferentes, há aqueles que nada falam, nada querem segredar, escutar. São os homens do “eu e o meu profundo silêncio vazio”. O que lhes interessa é o horizonte perdido de algum lugar distante: por medo ou por total segurança é melhor permanecer calado, nada e ninguém parecem interessar, apenas o movimento que o mundo oferece, algo parecido com “onde a multidão for eu vou também”.

As idades neste Planeta também são variadas. As crianças, quando chegam a este Planeta não precisam pagar e todos que ali estão as julgam as “pessoinhas” mais lindas do mundo. Mas cresceu, ficou adolescente, jovem ou adulto “paga”, e só poderá continuar a viagem se tiver dinheiro. Caso contrário, não vai poder viver e conviver neste Planeta. Todos já sabem: sem dinheiro não há lugar. Bem, além das criancinhas, nem todos precisam pagar, porque acima dos 60 anos pode-se fazer economia, mas tem que provar a idade com uma carteirinha feita pelos comandantes do Planeta.

As últimas viagens são sempre um presente. Alguns explicam o porquê de os idosos não pagarem: não vão muito longe, vão a médico, apenas uma volta para espairecer. Há quem acredite nisso. Para falar bem a verdade, são esses que já não pagam que têm a alegria mais verdadeira no Planeta. É claro que eles não estão interessados em aparecer para alguém ou para todos, estão apenas alegres por estar vivos e andando por aí.

As formas de vestir das pessoas que habitam o nº 141 também são diversificadas. Algumas estão no básico. Outros, como se fosse a última vez que andariam em público, exagero total para marcar a mente das pessoas.

Não se pode negar que este Planeta é interessante. E nele, talvez, você já esteve diversas vezes, e também tem histórias para contar, para lembrar, para escrever… O Planeta Nº 141 é um ônibus que, em  pouco tempo de viagem, com um pequena população, carrega um mundo de histórias, significados, sonhos , projetos, alegrias…

MÃOS QUE COMUNICAM A VIDA

23 de fevereiro de 2010

Mão criadora de de Deus - Miguelângelo (detalhe)

Tony Melendez, natural da Nicarágua, cantor e guitarrista que encanta o mundo pelo fato de não ter os braços e, mesmo assim, com muita força de vontade e determinação, superou todos os seus limites para construir uma vida digna, sem o conformismo de sua deficiência. Foi inclusive abençoado pelo Papa João Paulo II, que assistiu à sua apresentação. Quando, na realização de um vídeo sobre sua vida, ao ser questionado sobre o que seria um milagre, assim respondeu: “Para mim, quando alguém levanta suas mãos, isto é um milagre”.

O fato de não ter as mãos não o impediu de dar um sentido sagrado a um dos órgãos mais especiais de nosso corpo. O milagre das mãos levantadas expressado por Melendez não é magia, ele tem endereço: seu ponto de partida e de chegada pode ser confirmado na língua hebraica, uma das mais antigas do mundo, também conhecida como a Lashon haKodesh (a Língua sagrada). Em hebraico, a mão é simbolizada pela letra Y (Yod), que é encontrada no tetragrama YHVH – JAVÉ, o nome divino. A palavra mão está ligada ao conhecimento pleno, divino. Tocar a mão, apertar a mão é se apresentar, é firmar um conhecimento, é dar inicio a uma confluência de histórias e significados.

As mãos tornam-se, assim, a extensão da poesia de Deus em nosso corpo. Foi com suas mãos que fomos tocados pela primeira vez. As mãos vão além do simples entendimento que diz serem elas “mais uma ferramenta que eu tenho para explorar o mundo”. Nossas mãos se sacralizam toda vez que com elas podemos tocar e, logo, sentir; sentir para, verdadeiramente, amar; amar e ir além do que as próprias mãos podem sentir, isto é, transcender as realidades tangíveis. É Pablo Neruda que, poeticamente inspirado, dá formas angelicais às mãos e faz com que elas estejam para:

“além do tempo, acima de toda matéria.

Sua maciez chegava
voando por sobre o tempo,
sobre o mar, sobre o fumo,
e sobre a primavera;
e quando colocaste
tuas mãos em meu peito,
reconheci essas asas
de Pomba dourada,
reconheci essa argila
e a cor suave do trigo
”.

É com suas mãos que Deus, no seu infinito amor e bondade resolveu, antes mesmo de embelezar o Jardim do Éden e ver a cor suave do trigo, brincar com argila. Como uma criança que faz de um pouquinho de barro um mundo à sua frente, assim fez Deus e criou-nos à sua imagem e semelhança. Somos o resultado de suas mãos amorosas. Somos a arte amada do Artista que tanto nos ama e nos quer somente vivendo felizes. Mãos que nos modelaram, mãos que nos trouxeram à vida. As mãos divinas nos humanizaram, e agora cabe a nós, com nossas mãos humanas, nos divinizar. E neste processo de adentrar na esfera divina não vamos com nossa própria força e vontade: é o próprio Deus que vai junto alimentando esse desejo de nos encontrar com o “primeiro Amor”, e do seu lado não sair mais.

É com inspiração divina que Santo Irineu afirma que “a obra de Deus consiste em modelar o homem”. Há uma certeza irrenunciável em nosso processo de “feitura”: jamais estaremos sós. Há mãos divinas entrelaçadas com nossas mãos humanas.

Mãos que trazem vida, mãos que trazem morte

O Criador bem sabe que existem mãos que procuram nos afastar da arte do viver, e o salmista tão verdadeiramente cantou que “Deus, porém, me salvará das mãos da morte e junto a si me tomará em suas mãos” (Sl 49,16). Quando a lógica do amor ganha espaço é certo que saberemos nos aproximar de mãos que nos salvam, mãos que têm o poder de nos devolver a capacidade de amar a si próprio, mãos que nos amam. Amor que não tem preço. Ama, simplesmente, porque ama.

Se pelas mãos de Deus fomos modelados, somos amados e tão bem cuidados, porque não oferecer tal poder às nossas mãos? Para sermos expressão de Deus através de nossas mãos precisamos, verdadeiramente, “ser de Deus”. Entrelaçar nossas mãos humanas com as mãos divinas. Relação de amor. E se assim for feito, poderemos prolongar o amor através de nossas mãos. Elas podem ser a expressão máxima de amor de quem é amado e que, conseqüentemente, tem fome de amar. Mãos que salvam, que têm o poder de redescobrir a beleza da vida.

É claro que não se pode ser ingênuo. É preciso discernir os “tipos” de mãos que de nós se aproximam.  Com elas podemos ser salvos, ou também, ser traídos. Jesus Cristo passou por semelhante situação. É diante do mar tenebroso e repleto de mistérios que Jesus oferece sua mão para salvar Pedro dos medos que apavoravam sua vida e por alguns momentos o mesmo Pedro  sentiu que sua fé no Senhor ainda era pouca (Mt 14,31).

Há mãos que traem, e Jesus delas também teve experiência: “A mão do que me trai está comigo, sobre a mesa” (Lc 22,21). Duas mãos. Duas realidades, dois jeitos de encarar a vida. Uma próxima de Deus, mãos sagradas que salvam, operam verdadeiro milagre. Outra, mãos afastadas das realidades sagradas, até mesmo o melhor amigo, vivendo apenas da lógica humana, mãos interesseiras, insensíveis, mãos que conduzem à morte. Em todos os tempos, em diferentes lugares haverá mãos que nos devolvem a vida e, infelizmente, haverá mãos que nos roubam o grande presente modelado pelo próprio Deus.

No entanto, antes de querer sentir as mãos que, a nós, chegam, quem sabe podemos olhar de um jeito certo para as mãos que costumamos ofertar. Quem sabe, poderíamos olhar agora para nossas mãos e delas extrair quais suas reais intenções diante do outro, diante da criação? Sentimo-nos portadores de mãos sagradas que salvam ou mãos traiçoeiras que condenam à morte? O que elas realizam hoje, o que elas querem realizar a partir de hoje?

OLHARES QUE RESSUSCITAM

21 de fevereiro de 2010

"Olhar" (Michel Ciry)

“A lâmpada do corpo é o olho: se teu olho for límpido, ficarás todo cheio de luz. Mas se teu olho for ruim, ficarás todo em trevas. Se, pois, a luz em ti é trevas, quão grandes serão as trevas!” (Mt 6, 19-23)

Nossa alma tem cinco janelas: as mãos, os ouvidos, o nariz, a boca e os olhos. E ainda possui uma Caixa de ferramentas (os olhos) e uma Caixa de brinquedos (o olhar). Refletiremos sobre cada uma dessas janelas e, nessa primeira reflexão, começaremos com um olhar muito especial: o olhar de Deus contemplando a criação.

E tudo começou com um jeito de olhar: Deus viu que era bom, que era tudo muito bom. Deus teve um sonho, sonhou com um jardim. Os sonhos, quando verdadeiros, nos conduzem aos pequenos paraísos da vida e, vivendo estes pequenos paraísos chegaremos com a alegria ao Paraíso definitivo.

Deus criou um jardim. Um jardim belo, de delícias. Jardim que é o destino do homem, que é o destino do universo. Parece-nos que o jardim era melhor que o céu: prova disso é que o próprio Deus passeava por ele. Terminado seu trabalho em seis dias, Deus entregou-se àquilo para que o trabalho havia sido feito: contemplar a beleza do que está diante dos olhos. Os olhos contemplaram o jardim e experimentam o êxtase da beleza! “E viu Deus que era muito bom…”: os olhos divinos brincavam com o jardim. (Gn 1,1-31).

Como estamos olhando par aquilo que Deus criou? Como é meu olhar diante das coisas que eu faço? O que eu faço nos meus dias?

Ver é muito complicado. Isso é estranho, porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física ótica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à  física.

William Blake sabia disso ao afirmar: “A árvore que o sábio vê  não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei isso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos sinto-me como Moisés, diante da sarça ardente: está ali uma epifania do Sagrado. Mas uma mulher, minha vizinha, decretou a morte de um ipê que florescia à frente de sua casa: ele sujava o chão, dava muito trabalho para sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza das flores atapetando o chão. Só viam o lixo.

A poeta Adélia Prado diz: “Deus, de vez em quando, me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. E Carlos Drummond de Andrade viu uma pedra e não viu uma pedra: a pedra que ele viu virou poema.

Há  muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. “Não é  bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro/Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Necessita de aprendizado. Nietzsche sabia disso e afirmou que “a primeira tarefa da educação era ensinar a ver”.

Há  uma passagem no Novo Testamento, verdadeiro poema, que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus Ressuscitado. Dirigiam-se a Emaús. Eles, porém, não o reconheciam até que um gesto fé-los subitamente reconhecerem-no: ao partir do pão “os seus olhos se abriram” (Lc 23, 13-35). Vinícius de Moraes vive experiência semelhante no “Operário em Construção”:  “De forma que, certo dia, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção”.

A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na Caixa de Ferramentas são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas – e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não vivem o prazer de ver… Mas quando os olhos estão na Caixa dos Brinquedos eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.

Os olhos que moram na Caixa de Ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na Caixa dos Brinquedos são os olhos das crianças. Para ter olhos brincalhões é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse ter aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo, fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas…”

A diferença está no olhar. Não são olhos bonitos que nos encantam, mas o que realmente nos cativa são os olhares. Olhares são a extrema fineza dos olhos. Olhares suaves, fixos, acolhedores, belos e iluminados. Olhares que têm o poder de ressuscitar, devolver a luz para quem, tantas vezes, esqueceu o quanto a vida vale a pena ser vivida.

Nascemos para aprender a olhar de um jeito certo:

Quando criança, pedimos toda a atenção, o chorar da criança é por não ter ninguém olhando por ela. Quantos medos surgem por não se ter “olhares à sua volta”.

Quando adolescentes, somos tentados a querer todos os olhares e atenção, caso contrário nos revoltamos com o mundo e nos sentimos os mais abandonados e mal-entendidos que possam existir.

O jovem é aquele que volta seu olhar para o mundo das possibilidades. O sonhar do jovem é seu mais precioso paraíso. Quer realizar, transformar, construir, quer que os olhares possam se alimentar de suas ousadias.

O adulto quer ser importante aos olhos de alguém especial. Não quer fazer parte apenas da multidão que passa, ele quer ser destacado por um olhar especial.

Os velhos, com uma alegria nostálgica, lembram de tudo o que viram, e em tão bela idade sabem ver o que lhes acontece sem nenhuma pressa. Aprenderão a saborear a beleza e o sentido da vida. Isso é algo que ninguém rouba. É propriedade de quem aprende a amar e a olhar de um jeito certo. Jeito que nos faz felizes e realizados.

Olhares simples nos devolvem o sentido da vida. Olhares encharcados de acolhida nos retiram da indiferença de, por medo da vida,  muitas vezes insistir em ficar com olhos vendados, mesmos estando eles, os olhos, abertos. Olhos abertos, mas olhares escondidos.

O jeito de Jesus escolher os Apóstolos foi o olhar: sentiram-se amados e o seguiram, para sempre. Nosso jeito de olhar somente deveria ser um: o olhar maravilhado, iluminado pelo amor.

Éderson Iarochevski


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